Bebé, ainda não te sinto a crescer dentro da minha barriga, mas há muito que cresces no meu coração. Desde que me lembro que desejo ser mãe. Sempre o desejei, com mais ou menos intensidade, mas sempre o desejei, mas não basta desejar sozinha…
Aconteceu agora, porque a vida é fantástica, verás, e eu conheci o teu pai. Sentirás, como eu senti e sinto, o seu olhar meigo, a ternura das suas mãos, a tranquilidade da sua voz, a inteligência e o humor fantásticos que possui e a sua rezinguice inata.
Também te apaixonarás por ele quando sentires o calor do seu peito, quando soltares gargalhadas ao ouvires as trapalhices que insiste em dizer (“Queres tirar macacos do nariz comigo?”), quando te renderes aos seus braços para dançares nos momentos em que menos esperas e menos oportunos…
Não foi o tempo que me deu algumas certezas e segurança, foi o carinho com que o teu pai me abraça e o brilho do seu olhar quando me diz “amo-te”.
Bebé, estou desejosa de te poder sentir crescer dentro de mim!
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